Monthly Archives: December 2016

Livros lidos em 2016

arte de rua no Cais do Sodré, em Lisboa

arte de rua no Cais do Sodré, em Lisboa

Certa vez ouvi, que “nós somos os livros que lemos, os filmes que assistimos…” A partir disso, realizei que não queria mesmo ser apenas livro de direito. Queria ser literatura, autoajuda, aventura, viagens, dramas…

De 2015 para cá, então, tomei a iniciativa de contabilizar a quantidade de livros lidos, além dos da área jurídica.

Muitos dos exemplares que estão na relação abaixo, sentiram (literalmente) lágrimas, perceberam sorrisos, rezaram junto comigo. Todos eles, no entanto, me descortinaram uma nova visão, uma nova perspectiva, um novo entendimento.

Poliana - não dá para esquecer do jogo do contente. <3

Poliana – não dá para esquecer do jogo do contente. <3

Eis a minha retrospectiva 2016…

1) Frankenstein (Mary Shelley)
2) Nelson Mandela
3) O outro nome do céu (Mara Vanessa Torres)
4) Futebol-Arte (Jair de Souza, Lúcia Rito e Sérgio Sá Leitão)
5) Retalhos (Craig Thompson)
6) The Hound of the Baskervilles (Sir Arthur Conan Doyle)
7) O nome de Deus é misericórdia (Papa Francisco)
8) Um trem para a Suíça (David Coimbra)
9) Memórias de minhas putas tristes (Gabriel Garcia Marques)
10) Criativo e empreendedor, sim senhor (Rafa Cappai)
11)Um lugar na janela (Martha Medeiros)
12)Poliana (Eleanor)
13)Quando o sofrimento bater à sua porta (Pe. Fábio de Melo)
14)A maior flor do mundo (José Saramago)
15)O conto da Ilha Desconhecida (José Saramago)
16)Confissões de um Pecador (Santo Agostinho)
17)O mundo sem anéis – 100 dias em bicicleta (Mariana Carpanezzi)

Estou terminando de ler Heide, de Johanna Spyri, e com pretensões de começar algum outro, mas isso dependerá do humor do dia da escolha. 😉

E você? Tem alguma lista de livros e/ou filmes para compartilhar? Adoraria saber para me inspirar a compor minhas próximas listas. :)

“Quem acredita [e faz por onde], sempre alcança”

Em meio à grande comoção mundial devido o ocorrido com o time da Chapecoense, revisitei esse texto que escrevi no ano passado. O futebol, sempre ele, a reunir pessoas em torno de uma magia, que a racionalidade sozinha não consegue explicar.

Nesse espaço (usando mais palavras que o comum), escrevo os detalhes da emoção que foi para mim e minha família assistir a um jogo de futebol do nosso time do coração, o Corinthians, na Arena Corinthians, sonho há muito semeado, plantado e, finalmente, colhido no dia 15 de outubro de 2015.

Corinthiana roxa!

Corinthiana roxa!

 “Eu não lembro quando, só sei que desde os primeiros dias de vida, como prova uma foto meio amarelada pelo tempo guardada em um velho algum de família empilhado a outros tantos, talvez por osmose (!) ou pura intelecção inconsciente, reconheço-me como herdeira de uma paixão pelo Corinthians.

Lembro que criança com oito ou nove anos, já acompanhava meu pai nas tardes ou noites de futebol em frente à TV, para fielmente torcermos pelo nosso Timão. Não foram raras as vezes em que chegamos até mesmo a gravar em VHS as partidas mais importantes, digamos assim. O que aconteceu com a final dos Campeonatos Brasileiros de 1998 e 1999 e o Mundial FIFA de 2000. Já mais moderno, pai preferiu ele mesmo comprar em um site de venda na internet, todos os jogos da Libertadores em DVD que culminaram com a ida ao Japão e o título de Campeão Mundial de Clubes ao Corinthians.

Esse é A foto - eu bebê com minha mãe e meu pai, esse último vestindo a camisa do Timão. :)

Esse é A foto – eu bebê com minha mãe e meu pai, esse último vestindo a camisa do Timão. :)

Recordações não me faltam de quantas vezes, a conversar sobre as infinitas piadas de torcedores de times adversários ante a ausência de um estádio corintiano para chamar de seu, meu pai repetia: ‘- Filha, não demorará e teremos um estádio. Nesse momento, o primeiro jogo que assistiremos no local, será todos nós juntos’.

Os anos se passaram e chegou o momento do anúncio de que existiria uma conjugação de esforços e a nossa Arena seria finalmente tirada do papel. Não foram poucas as vezes em que vi meu pai assistir pela internet, sentado de seu escritório em Teresina, com entusiasmo, a evolução daquela construção, através de câmeras instaladas no local. Ele nada ouvia, a não ser o barulho da construção.

Devidamente pronta para receber a Copa do Mundo FIFA do Brasil em 2014, a Arena Corinthians ou Arena Itaquera foi inaugurada. Cada lance ou transmissão no local, fazia aumentar entre nós a empolgação e a certeza de que um dia, seríamos nós a viver da emoção dos milhares de torcedores naquelas arquibancadas.

Meu pai e a Arena Corinthians frente a frente. <3

Meu pai e a Arena Corinthians frente a frente. <3

O ano de 2015 começou e resolvi sacramentar em palavras na minha lista de desejos a realizar naquele ano: ‘Assistir jogo com o pai na Arena Corinthians’. Pronto. A partir daquele instante, passou a ser questão de honra tirar o velho/novo sonho do papel.

Sem exuberantes planejamentos ou resoluções, o fato é que na data de ontem 15 de outubro de 2015, estávamos eu, meu pai, minha mãe e irmã sentados nas fileiras JJ e KK, do setor Oeste da Arena Corinthians ou “Hospício”, como carinhosamente o “bando de loucos” a chama. Éramos mais 4 loucos a integrar o bando. Para isso, minha irmã enfrentou o trânsito paulistano de ônibus a partir de Ribeirão Preto; meus pais deslocaram-se de avião, vindos de Brasília um dia antes; e eu adentrei em um avião há poucas horas de o jogo começar, também vinda da Capital Federal.

No metrô lotado, a caminho de Itaquera.

No metrô lotado, a caminho de Itaquera.

Ingressos na mão, depois de uma pequena novela para compra-los via internet, adentramos a Arena Corinthians correndo, afinal, o jogo havia começado há quase 10 minutos. Não lembro dos nossos rostos quando entramos. Só lembro de, ao atravessar uma pequena passarela que dava acesso ao estádio e ver mais de 43 mil pessoas ocupando cada espaço, olhar para trás depois de levantar os braços, como se ali já estivesse comemorando um gol, e abrir um sorriso à minha família.

Êxtase, encantamento, curiosidade, alegria – FELICIDADE era o que senti naquele instante e nos outros 75 minutos durante os quais permaneceríamos no local. Durante esse período, presenciei olhos cheios de lágrimas- por parte de meu pai, especialmente-, comemorações espontâneas como raras vezes se pode perceber em um mundo onde tanto se preocupa somente com aparência, gentilezas…

O Corinthians marcou três vezes. Três momentos, portanto, de pulos e abraços descontrolados, de quem só vive essa experiência no estádio é capaz de entender. Experiência tão significativa que permite que estranhos, voluntária e espontaneamente, esqueçam diferenças e se abracem como velhos conhecidos.

Os

Os “manos” chegaram para a foto \o/

Fotos, vídeos, mais fotos e mais vídeos. Fizemos de tudo, até sacramentar o momento com um pequeno depoimento ao final do jogo. Passadas algumas poucas horas do término da partida, já estávamos todos de volta às nossas realidades em Ribeirão Preto, Brasília e Teresina.

Aquele momento serviu mais uma vez para comprovar que a felicidade existe e que, quando resultado de um sonho, traz consigo toda a energia e magnitude da realização. Naquela noite, vivemos todos a plenitude da alegria – a felicidade que só quem sonha e realiza pode alcançar.

Vale a pena sonhar!”

<3