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Quinta do Mocho: lugar para se conhecer em Lisboa

Em tempos de grande discussão sobre o grafite, também conhecido como “arte de rua” ou “arte urbana” ou, do inglês, “street art”, gostaria de compartilhar uma das incríveis experiências que eu tive oportunidade de vivenciar recentemente.

Trata-se de um street art tour por Lisboa, mais precisamente, na Quinta do Mocho

A Quinta do Mocho é um bairro social, localizado em Loures, próximo ao aeroporto de Lisboa. Ele foi criado especialmente para acolher famílias de africanos, vindos das ex-colônias portuguesas naquele continente. Compreende mais de 40 prédios residenciais, dispostos numa forma de vila ou condomínio, como conhecemos aqui no Brasil.

Soubemos desse local, através de um “street art tour” privativo que contratamos com a Filomena, da Estrela D’alva tour, de Lisboa, no qual o Vasco, especialista em grafite, nos conduziu pelas principais intervenções na cidade e arredores.

O Vasco deixou a Quinta do Mocho para o final do tour. Foi o “grand finale”. Veja o porquê:

Vasco nos disse que os moradores do local fizeram uma única exigência: que fosse pintado um mural de Bob Marley. 😉 Infelizmente, não o fotografamos, mas posso dizer que ele também é absolutamente belo e inspirador.

Aqui mais uma informação: a Quinta do Mocho, depois de todas esses murais, vem ganhando um ar novo, digamos assim. Linhas de ônibus passaram a circular até o local. Começam a surgir pequenos comércios dentro do bairro. Os moradores tem mais orgulho de dizer que moram na Quinta do Mocho.

Ele hoje é conhecido como uma galeria de arte a céu aberto. Afinal, são mais de 43 murais em grande tamanho a ocupar o espaço dos prédios lá existentes. Já li, inclusive em alguns blogs, que seria, inclusive, a maior galeria de arte a céu aberto da Europa. 

Minhas impressões pessoais: eu senti algo muito especial andando pelos becos da Quinta do Mocho e a cada instante me deparando com aqueles murais enormes. As músicas alegres que tocavam no interior das casas, cujo som alto nos alcançava, me fazia mergulhar sobre a realidade difícil dos moradores do bairro e sobre a esperança em dias melhores. Foi intenso e impactante estar naquela manhã de domingo na Quinta do Mocho. Quero e espero um dia voltar. <3