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O Caminho Brasileiro de Santiago de Compostela

Em dezembro de 2017, eu e uma amiga fizemos o Caminho Brasileiro de Santiago de Compostela, na cidade de Florianópolis-SC. Para mim, foi uma grande alegria poder, no meu próprio país, caminhar esse percurso de tanta simbologia, religiosidade e fé.

Há quem se pergunte: como assim, Carol? O Caminho de Santiago não tem seus traçados apenas no continente europeu? Não. Essa é uma informação super recente. Explico:

Diante da presença cada vez maior de brasileiros realizando o Caminho de Santiago, dois brasileiros-peregrinos idealizaram o projeto e pleitearam junto à autoridade religiosa competente da cidade de Santiago de Compostela um trecho em território nacional. Eis que em junho de 2017, depois da confirmação, o Caminho Brasileiro foi aberto em Floripa. Para nossa alegria! 😀 Assim, quem quiser, poderá caminhar o trecho em território nacional, e complementar o percurso de 100 km em território espanhol, iniciando em La Coruña até Santiago de Compostela, para obter a Compostelana (certificado de peregrinação). 

Pois bem, aproveitando um convite antigo de uma amiga para visitar Floripa, resolvemos conciliar as ideias e realizar o trecho, de 21 km, entre a praia de Canasvieiras, na Igreja Nossa Senhora de Guadalupe, e o Santuário Sagrado Coração de Jesus. Durante o percurso, que pode ser feito um dia, passamos por paisagens absolutamente belas – de encher os olhos, o coração e a mente. 

Imagem do trajeto extraída do folder disponível na internet sobre o Caminho Brasileiro.

Para formalizar o ato, recomenda-se adquirir a credencial do peregrino na própria Igreja Nossa Senhora de Guadalupe e, ao passar por outros três pontos, receber o carimbo nas igrejas que acompanham o trajeto. Na sequência: Igreja Nossa Senhora de Guadalupe (1º carimbo) – Igreja de São Pedro (2° carimbo) – Igreja Nossa Senhora dos Navegantes (3° carimbo) – e Santuário Sagrado Coração de Jesus (4° carimbo). Foi o que fizemos. 

Todo o caminho é sinalizado, mas quem quiser, é também aconselhável pegar o folder com as informações sobre o caminho disponível na Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, ponto inicial do percurso ou imprimi-lo antes pela internet neste link. Ele é dinâmico e oferece de forma detalhada cada etapa a ser vivenciada, com observações do tipo 1ª e 2ª opção de trajetos. 

Eu fiz o caminho dispondo de uma pequena mochila onde coloquei água e castanhas. Não utilizei bastão, nem botas de trilha, mas é interessante o seu uso, especialmente se o peregrino optar por fazer a Trilha do Morro do Rapa. Nós fizemos essa trilha e UAU! Que vista! Recomendo, mas atenção pois ela é classificada no nível difícil de dificuldade.

Aqui uma outra informação útil: durante o trajeto, é possível encontrar opções de parada para lanches leves. No primeiro estabelecimento, além de usar o banheiro do local, comi açaí. No segundo, empanadas com cerveja. Por que peregrinar não é sinônimo de sofrer, certo!? 😉

Maiores informações/dúvidas, podem ser perguntadas aqui nos comentários. Ficarei feliz em responder. :)

Outros sites que tem falado sobre o assunto:

El país

Página do Caminho Brasileiro no facebook

Site da Associação Catarinense dos Amigos do Caminho de Compostela

Buen Camino! Bom Caminho!

Três livros inspiração de 2017

Todo começo de ano é assim: uma mentalização à aspiração de ler mais e mais durante os próximos 365 dias. Hoje, porém, eu não quero indicar quantos livros pretendo ler, nem publicar a lista de todos os que eu li – sim, tenho minha listinha no bloco de notas do celular :) – mas referenciar 3 deles que mais me marcaram no ano que passou, me ajudando viver melhor.

1) O segredo da Dinamarca (original “A Year of Living Danishly” – Helen Russell)

Fiz a leitura desse livro, em inglês, em setembro de 2017, a partir de um comentário da blogueira de viagens Amanda Noventa. “O segredo da Dinamarca”, de autoria da escritora inglesa Helen Russell, aborda essencialmente as pesquisas por ela realizada na intenção de descobrir o porquê de os dinamarqueses serem consideradas as pessoas mais felizes do mundo. De forma leve e descontraída, Helen narra suas desventuras como estrangeira nesse país escandinavo. É impossível não se pegar sorrindo ou se teletransportar para a Legolândia, próximo à Aarhus, local em Helen e seu esposo escolheram passar um ano, motivado por uma excelente proposta de trabalho por ele recebida. Sem dúvidas, as lições apreendidas pela escritora, inspirada na convivência com os dinamarqueses, nos fazem também querer adaptar nossa forma de pensar e até mesmo fazer pequenos-pontuais ajustes na nossa rotina, onde quer que se more, para viver uma vida mais feliz, todos os dias. :) 

2) De catedral a catedral – Como passar em concurso público andando de bicicleta (Evandro Torezan)

Não, eu não li esse livro com o objetivo de aperfeiçoar métodos ou fórmulas para passar em concurso. Mas bem que poderia… O autor Evandro Torezan é mestre nas dinâmicas que envolvem aprovação em concurso público. Para além disso, pessoa de fé e incrível determinação, ele ainda é ciclista, daqueles que acordam de madrugada para pedalar pelas ruas do Distrito Federal e, segundo me disse, vai e volta todos os dias de bike de casa para o trabalho. Conheci o Evandro na academia em que frequento por um interesse em comum: peregrinações. Nosso professor/instrutor Rafael tratou de anunciar ao Evandro, que estava próximo, que eu havia feito o Caminho de Santiago. Não tardou para que aqui acolá falássemos de forma mais aprofundada no assunto. Foi aí que surgiu a promessa da troca de livros. Eu daria a ele o meu e-book sobre o Caminho de Santiago e ele me presentearia com o seu livro De catedral a catedral. Quando comecei a ler o livro, percebi que ele me traria muitos ensinamentos. O primeiro deles, a fé, o foco e a disciplina são poderosos instrumentos para o alcance dos nossos objetivos. Dois, o nosso Brasil possui uma infinidade de peregrinações de norte a sul. Evandro relata as pedaladas que o conduziram da Catedral de Brasília à Aparecida, no famoso Caminho da Fé. E, por último, mas não menos importante: percebi que exijo muito pouco do meu corpo. Sei que ele pode ir além. Daí porque comecei a correr com maior frequência e entusiasmo. Vamos ver até onde isso vai me levar. :) Obrigada, Evandro, por tão poderosas lições! Já estou no aguardo do relato da próxima aventura! 😀

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3) The Worrier’s Guide to the End of the World (Torre DeRoche)

Mais um livro de viagem para a conta. 😉 “The worrier’s guide to the end of the world” de autoria de Torre DeRoche é uma daquelas obras que parecem te teletransportar para os cenários onde se passa o enredo. Nesse caso, a Itália (Via Francigena) e a Índia. DeRoche, mulher norte-americana, conhece Masha em Nova York e, posteriormente, se reencontram na Europa. A grande questão aqui é que esse reencontro não é tão comum como se possa imaginar. DeRoche viajava tentando lidar com o luto pelo término de um longo relacionamento, bem como pela morte do pai, acometido de câncer. Quando Masha a convida para percorrem juntas a peregrinação chamada Via Francigena, no trecho pela Itália, e, na sequência, a seguirem os passos de Gandhi, em uma outra peregrinação, pela Índia, a autora, apesar da resistência inicial, decide abraçar o desafio. O livro descreve as aventuras das duas amigas por esses caminhos, pincelando as narrativas com lúcidas e sensíveis reflexões sobre a vida e si mesmo. Me identifiquei demais com os relatos da autora. Vai ver que é porque peregrinos se reconhecem e vibram energias semelhantes. :) Eu não poderia não recomendar esse livro.

Viajando sem sair de Brasília

Uma dos meus programas preferidos durante as viagens é apreciar a culinária local, tanto que sempre pesquiso e, por vezes, até reservo, antes mesmo de pegar o avião, uma mesa nos restaurantes melhor avaliados.

Acredito, porém, que é possível conhecer outras culturas sem sair da cidade em que moramos. Uma dos meios para isso é visitar restaurantes especializados na culinária de outros países. 

Escrevo esse post para transmitir a minha experiência pessoal ao frequentar dois restaurantes, comandados por expatriados, em Brasília. Senti uma motivação especial para compartilhar sobre eles, porque percebo que poucos brasilienses têm acesso a essas informações, e, como bem ressaltou o jovem refugiado sírio com quem eu conversei, “a melhor ajuda é a divulgação”.

Então vamos nós!

1) Bodega de La Habana

O Bodega de La Habana é um restaurante cubano, comandado pelo chef Miguel Padilla, localizado próximo ao Jardim Botânico.

Já estive no local duas vezes e sempre me surpreendo com a qualidade e custo-benefício dos pratos servidos. Os chips de banana-da-terra, batata-doce e inhame são a principal pedida de entrada. Ropa Vieja, Moros y Cristianos, pratos típicos do país dos irmãos Castro, fazem sucesso no restaurante. O meu preferido, no entanto, é o “rabo encendido”, de comer revirando os olhos. :)

Como o local é pequeno, recomenda-se a reserva, especialmente para feriados e fins de semana.

Entrada do restaurante Bodega de La Habana

Entrada do restaurante Bodega de La Habana

Os famosos chips

Os famosos chips

O meu preferido

O meu preferido “rabo encendido”

Sobremesa de goiaba com cream cheese

Sobremesa de goiaba com cream cheese

Bodega de la Habana
Condomínio San Diego, Quadra 1, Casa 1, Lote 257, Setor Habitacional Jardim Botânico, Galeria Espaço 257 — ao lado do Jardim Botânico Shopping
Telefone: (61) 3551-7158

2) Yalla Falafel

Descobri o Yalla Falafel em uma busca na internet por comida árabe e não me decepcionei. Ao contrário. Grata supresa. :)

Ele está localizado na Asa Sul e, sem dúvidas, é uma excelente opção para vegetarianos, principalmente.

Quando no local, conversei por alguns bons minutos com um dos donos, refugiado sírio, cujo nome me fugiu da memória, que cuidadosamente cortava os vegetais e gerenciava a equipe em atendimento. Nesse momento, ele me contou um pouco sobre a sua história de vida e em bom português me transmitiu as esperanças em viver uma vida mais feliz em solo brasileiro.

Certamente voltarei ao Yalla Falafel e prometo tirar melhores fotos dos coloridos mapas que decoram as paredes do local. 😉

Entrada do Yalla Falafel

Entrada do Yalla Falafel

Minha pedida

Minha pedida

Um dos mapas que colore as paredes do Yalla Falafel <3

Um dos mapas que colore as paredes do Yalla Falafel <3

Yalla Falafel
CLS 208, Bloco A, Loja 34, Brasília-DF
Telefone: (61) 3797-7428 / Facebook: Yalla Falafel

Apurando os sentidos

Quando se viaja para um lugar distante (não só fisicamente) da realidade do dia-a-dia, a tendência é que haja um espanto inicial. No meu caso, esse “choque” costuma vir acompanhado de uma maior apuração dos sentidos, e aqui não me refiro apenas ao sexto-sentido… Meu olhar fica mais apurado, a audição concentrada, o olfato absolutamente farejante… eu vivo o presente, como se não lembrasse do passado ou mesmo das expectativas e ansiedades do futuro.

Essas conexões sensoriais me permitem viver o aqui e o agora, em estado de atenção. Me sinto viva e plena, como muitas vezes esqueço de exercitar quando estou no meu “habitat natural”. Essa é então, para mim, um dos grandes benefícios de mover-se em direção a novas experiências.

Nunca esquecerei dos meus primeiros dias em Jerusalém. Eu me senti absolutamente “perdida” e isso não tem nada a ver com não saber onde estava. Não. Eu me senti absorta em uma nova realidade. Uma realidade em que a religião dita inteiramente a vida das pessoas. Me senti até um pouco “infiel”. Para uma mulher cristã católica que cresceu na fé em meio a uma comunidade paroquial, vivenciar Jerusalém nos dois primeiros dias, foi no mínimo motivo de muita reflexão pessoal.

Pelas ruas de Jerusalém provando novos sabores

Pelas ruas de Jerusalém provando novos sabores

Também espero não sair nunca da minha memória a surpresa que tive ao constatar que, sim, é possível, viver em meio a rios caudalosos na Amazônia. O transporte de lancha para ir e vir. O comércio com itens escassos mantido sobre palafitas. As crianças que não podem ir à escola na época da cheia pesada. A vida que se mantém através dos nutrientes oferecidos pela própria floresta e rios. O fato de, em pleno século XXI, uma família não ter televisão em casa e só conhecer do mundo externo através das notícias ouvidas em um rádio de pilha. Isso tudo foi impactante de ver com meus próprios olhos.

Água que não acaba mais (a época das chuvas ainda não tinha nem começado)

Água que não acaba mais (a época das chuvas ainda não havia começado) – mercadinho ao fundo.

Goiaba colhida no quintal da casa de caboclos

Goiaba colhida no quintal da casa de caboclos

A estada na Jordânia foi curta, porém duradoura o suficiente para perceber a pouca presença das mulheres em atividades do dia-a-dia turístico, a exemplo da manutenção de um acampamento beduíno onde passamos à noite em Petra. Eram os homens que serviam as refeições; eram eles também que entertiam os turistas com o seu cantar, tocar e bater de palmas sincronizado. Não vi uma mulher sequer no local. Não sei ao certo se isso se deve ao fato de que na Jordânia 90% da população é muçulmana, segundo a Wikipedia, mas, sim, ver uma realidade tão diversa da que vivencio no meu país foi uma verdadeira expansão de consciência.

Campo beduíno em Petra (essas barraquinhas brancas são os quartos).

Campo beduíno em Petra (essas barracas são os quartos, refeitório e banheiros coletivos).

Confraternizando em Petra

Confraternizando em Petra

Por último, mas não menos importante, lembro de Cuba. Quem vai a Havana e não se impressiona, definitivamente, não vivenciou a realidade do lugar. Em Havana, quase não há propaganda em outdoors. As únicas que existem fazem referência ao socialismo e às figuras de Che Guevara e Fidel Castro. Não vi uma sequer com a foto do irmão Raul. Não creio que o “regime” ainda funcione em sua inteireza, mas pela propaganda oficial, ele está em plena execução. Acho que nunca vi um povo tão parecido com os brasileiros, como o cubano. E não falo apenas das características físicas… eles são rítmicos, adoram dançar, e transmitem uma positividade admirável. Queria ter levado balas e bombons para distribuir às crianças. Esses itens são absolutamente raros por lá.

Na Fusterlândia (ainda escreverei um post contando sobre esse lugar em Havana)

Na Fusterlândia (ainda escreverei um post contando sobre esse lugar em Havana)

Dentro de uma farmácia em Havana (repare na foto de Che no mural)

Dentro de uma farmácia em Havana, enquanto tratava meu pé recém machucado (repare na foto de Che e a mensagem sobre a Revolução no mural)

Essa foto poderia ter sido tirada em Salvador ou em São Luís do Maranhão não fosse pelas crianças jogando basebol.

Essa foto poderia ter sido tirada em Salvador ou em São Luís do Maranhão não fosse o esporte escolhido ser o basebol.

“Janela para o (meu) mundo”

Havana - junho 2017

Havana – junho 2017

Me apropriei do título da música do Milton Nascimento, adaptado, de forma propositada para me inspirar e escrever esse post, no qual avalio um ano de criação do blog carolslittledreams. <3

O carolslittledreams foi resultado de uma vontade de expressão para além daqueles que já tinha acesso, leia-se, as redes sociais, especialmente o instagram. Naquelas poucas linhas, geralmente acompanhadas de fotos, eu já contava histórias, mas o espaço era limitado… Minha grande amiga Mara Vanessa e o meu namorado deram o incentivo que faltava.

Depois de me aventurar a fazer um curso de nomadismo digital no fim de 2015/começo de 2016, aprendi as técnicas iniciais de criação de um blog. Daí porque o carolslittledreams também surgiu da necessidade de colocar em prática os conhecimentos recém-adquiridos.   

O carolslittledreams não é um blog de viagem, mas bem que poderia, pois a maioria dos meus pequenos sonhos estão relacionados à expansão de consciência que, geralmente, só uma viagem pode proporcionar. Algumas experiências que eu compartilhei durante esses 12 meses, a exemplo, do Caminho de Santiago – minha maior inspiração para o blog -, das viagens solo por Portugal e pelo Brasil, do reencontro com as minhas amigas peregrinas na Dinamarca, do apor de pés pela primeira vez no continente asiático, visitando Israel, Palestina e Jordânia (essa última ainda em fase se elaboração dos posts) e muitas outras que estão por vir, me transformaram verdadeiramente, para melhor. <3

Petra/Jordânia - março 2017

Petra/Jordânia – março 2017

Zurique/Suíça - março 2017

Zurique/Suíça – março 2017

 O carolslittledreams é, sim, um espaço em que me permito me abrir um pouco mais e compartilhar com pessoas queridas alguns pensamentos e reflexões, devaneios mesmo que venho tendo. Essa é uma das janelas para o meu mundo. 😉

As viagens, a mudança de Estado, a transição capilar, da forma de viver, de uma forma geral, tem me gerado inspiração suficiente para escrever. Espero assim continuar enquanto tiver vontade… 

Inspirações pelo Caminho de Santiago - maio 2016

Inspirações pelo Caminho de Santiago – maio 2016

Obrigada pela companhia de sempre, querido(a) leitor(a) !

:)

Ano novo de oportunidades renovadas

Eu acredito que as mudanças de hábitos, a concretização de novos e antigos desejos, podem ser sim influenciados pelo começo de um novo ano. Pensando nisso é que a cada dezembro, eu reflito sobre o que eu gostaria de mudar ou realizar para o ciclo que está prestes a iniciar. Geralmente, escrevo as minhas metas numa agendinha especial, a qual posso facilmente revisitar durante os próximos 12 meses.

Lembro sempre do que minha amiga Mara, inspirada na sua mãe, costuma dizer: “não há nada que não possa virar realidade com vontade, planejamento e ação”.

Pensando e acreditando nisso, dentre outros propósitos, para 2017, eu quero me conectar ainda mais comigo mesma. Para isso, gostaria de praticar yoga e voltar a meditar; de praticar mais esportes ao ar livre, como trilhas e esportes aquáticos; de continuar escrevendo alguns pensamentos nesse blog…

E você? Adota uma estratégia diferente? Como se programa para um novo ano? 

FELIZ NOVO ANO A TODOS NÓS! 2017 já começou lindo! :)

Agendinha 2017, presente do meu pai. <3

Agenda vibrante de 2017, presente do meu pai. <3

Remo para Rumos :)

Remo para Rumos :)

Livros lidos em 2016

arte de rua no Cais do Sodré, em Lisboa

arte de rua no Cais do Sodré, em Lisboa

Certa vez ouvi, que “nós somos os livros que lemos, os filmes que assistimos…” A partir disso, realizei que não queria mesmo ser apenas livro de direito. Queria ser literatura, autoajuda, aventura, viagens, dramas…

De 2015 para cá, então, tomei a iniciativa de contabilizar a quantidade de livros lidos, além dos da área jurídica.

Muitos dos exemplares que estão na relação abaixo, sentiram (literalmente) lágrimas, perceberam sorrisos, rezaram junto comigo. Todos eles, no entanto, me descortinaram uma nova visão, uma nova perspectiva, um novo entendimento.

Poliana - não dá para esquecer do jogo do contente. <3

Poliana – não dá para esquecer do jogo do contente. <3

Eis a minha retrospectiva 2016…

1) Frankenstein (Mary Shelley)
2) Nelson Mandela
3) O outro nome do céu (Mara Vanessa Torres)
4) Futebol-Arte (Jair de Souza, Lúcia Rito e Sérgio Sá Leitão)
5) Retalhos (Craig Thompson)
6) The Hound of the Baskervilles (Sir Arthur Conan Doyle)
7) O nome de Deus é misericórdia (Papa Francisco)
8) Um trem para a Suíça (David Coimbra)
9) Memórias de minhas putas tristes (Gabriel Garcia Marques)
10) Criativo e empreendedor, sim senhor (Rafa Cappai)
11)Um lugar na janela (Martha Medeiros)
12)Poliana (Eleanor)
13)Quando o sofrimento bater à sua porta (Pe. Fábio de Melo)
14)A maior flor do mundo (José Saramago)
15)O conto da Ilha Desconhecida (José Saramago)
16)Confissões de um Pecador (Santo Agostinho)
17)O mundo sem anéis – 100 dias em bicicleta (Mariana Carpanezzi)

Estou terminando de ler Heide, de Johanna Spyri, e com pretensões de começar algum outro, mas isso dependerá do humor do dia da escolha. 😉

E você? Tem alguma lista de livros e/ou filmes para compartilhar? Adoraria saber para me inspirar a compor minhas próximas listas. :)

“Quem acredita [e faz por onde], sempre alcança”

Em meio à grande comoção mundial devido o ocorrido com o time da Chapecoense, revisitei esse texto que escrevi no ano passado. O futebol, sempre ele, a reunir pessoas em torno de uma magia, que a racionalidade sozinha não consegue explicar.

Nesse espaço (usando mais palavras que o comum), escrevo os detalhes da emoção que foi para mim e minha família assistir a um jogo de futebol do nosso time do coração, o Corinthians, na Arena Corinthians, sonho há muito semeado, plantado e, finalmente, colhido no dia 15 de outubro de 2015.

Corinthiana roxa!

Corinthiana roxa!

 “Eu não lembro quando, só sei que desde os primeiros dias de vida, como prova uma foto meio amarelada pelo tempo guardada em um velho algum de família empilhado a outros tantos, talvez por osmose (!) ou pura intelecção inconsciente, reconheço-me como herdeira de uma paixão pelo Corinthians.

Lembro que criança com oito ou nove anos, já acompanhava meu pai nas tardes ou noites de futebol em frente à TV, para fielmente torcermos pelo nosso Timão. Não foram raras as vezes em que chegamos até mesmo a gravar em VHS as partidas mais importantes, digamos assim. O que aconteceu com a final dos Campeonatos Brasileiros de 1998 e 1999 e o Mundial FIFA de 2000. Já mais moderno, pai preferiu ele mesmo comprar em um site de venda na internet, todos os jogos da Libertadores em DVD que culminaram com a ida ao Japão e o título de Campeão Mundial de Clubes ao Corinthians.

Esse é A foto - eu bebê com minha mãe e meu pai, esse último vestindo a camisa do Timão. :)

Esse é A foto – eu bebê com minha mãe e meu pai, esse último vestindo a camisa do Timão. :)

Recordações não me faltam de quantas vezes, a conversar sobre as infinitas piadas de torcedores de times adversários ante a ausência de um estádio corintiano para chamar de seu, meu pai repetia: ‘- Filha, não demorará e teremos um estádio. Nesse momento, o primeiro jogo que assistiremos no local, será todos nós juntos’.

Os anos se passaram e chegou o momento do anúncio de que existiria uma conjugação de esforços e a nossa Arena seria finalmente tirada do papel. Não foram poucas as vezes em que vi meu pai assistir pela internet, sentado de seu escritório em Teresina, com entusiasmo, a evolução daquela construção, através de câmeras instaladas no local. Ele nada ouvia, a não ser o barulho da construção.

Devidamente pronta para receber a Copa do Mundo FIFA do Brasil em 2014, a Arena Corinthians ou Arena Itaquera foi inaugurada. Cada lance ou transmissão no local, fazia aumentar entre nós a empolgação e a certeza de que um dia, seríamos nós a viver da emoção dos milhares de torcedores naquelas arquibancadas.

Meu pai e a Arena Corinthians frente a frente. <3

Meu pai e a Arena Corinthians frente a frente. <3

O ano de 2015 começou e resolvi sacramentar em palavras na minha lista de desejos a realizar naquele ano: ‘Assistir jogo com o pai na Arena Corinthians’. Pronto. A partir daquele instante, passou a ser questão de honra tirar o velho/novo sonho do papel.

Sem exuberantes planejamentos ou resoluções, o fato é que na data de ontem 15 de outubro de 2015, estávamos eu, meu pai, minha mãe e irmã sentados nas fileiras JJ e KK, do setor Oeste da Arena Corinthians ou “Hospício”, como carinhosamente o “bando de loucos” a chama. Éramos mais 4 loucos a integrar o bando. Para isso, minha irmã enfrentou o trânsito paulistano de ônibus a partir de Ribeirão Preto; meus pais deslocaram-se de avião, vindos de Brasília um dia antes; e eu adentrei em um avião há poucas horas de o jogo começar, também vinda da Capital Federal.

No metrô lotado, a caminho de Itaquera.

No metrô lotado, a caminho de Itaquera.

Ingressos na mão, depois de uma pequena novela para compra-los via internet, adentramos a Arena Corinthians correndo, afinal, o jogo havia começado há quase 10 minutos. Não lembro dos nossos rostos quando entramos. Só lembro de, ao atravessar uma pequena passarela que dava acesso ao estádio e ver mais de 43 mil pessoas ocupando cada espaço, olhar para trás depois de levantar os braços, como se ali já estivesse comemorando um gol, e abrir um sorriso à minha família.

Êxtase, encantamento, curiosidade, alegria – FELICIDADE era o que senti naquele instante e nos outros 75 minutos durante os quais permaneceríamos no local. Durante esse período, presenciei olhos cheios de lágrimas- por parte de meu pai, especialmente-, comemorações espontâneas como raras vezes se pode perceber em um mundo onde tanto se preocupa somente com aparência, gentilezas…

O Corinthians marcou três vezes. Três momentos, portanto, de pulos e abraços descontrolados, de quem só vive essa experiência no estádio é capaz de entender. Experiência tão significativa que permite que estranhos, voluntária e espontaneamente, esqueçam diferenças e se abracem como velhos conhecidos.

Os

Os “manos” chegaram para a foto \o/

Fotos, vídeos, mais fotos e mais vídeos. Fizemos de tudo, até sacramentar o momento com um pequeno depoimento ao final do jogo. Passadas algumas poucas horas do término da partida, já estávamos todos de volta às nossas realidades em Ribeirão Preto, Brasília e Teresina.

Aquele momento serviu mais uma vez para comprovar que a felicidade existe e que, quando resultado de um sonho, traz consigo toda a energia e magnitude da realização. Naquela noite, vivemos todos a plenitude da alegria – a felicidade que só quem sonha e realiza pode alcançar.

Vale a pena sonhar!”

<3

Falando de solidão…

A solidão é um assunto que aqui acolá permeia o meu mundo. Nesses quase dois anos morando sozinha, ela de vez em quando vem me fazer uma visita, aí eu escolho, a depender do humor do dia, se a convido para um café ou, simplesmente, renego a sua presença e me distraio. 

 

Há quem diga que morar em Brasília (aqui estendendo para o DF como um todo) é um convite à solidão. Justificam dizendo que as pessoas são mais frias, que a vida aqui é mais corrida, que vizinhos não se cumprimentam… Eu, particularmente, não concordo muito com essa afirmação, pelo simples fato de acreditar que se sentir ou não só é algo que depende muito mais de si próprio, do que da presença de alguém a lhe rodear. Quem nunca já se sentiu sozinho mesmo estando na presença de outras pessoas?

Brasília/DF

Brasília/DF

Solidão para mim é estado de espírito e, como tal, nos faz bem ou mal, a depender se administrado ou não com sabedoria.

Eu nunca esquecerei das vezes em que fui a um restaurante e disse ao maitre: “apenas um assento, por favor”; ou de quando fui ao cinema, assisti “O quarto de Jack” e saí em prantos por também nutrir o hábito de falar com meu apartamento ao sair e ao chegar; pelas primeiras e tão marcantes viagem solo, mas essas ocuparão outros posts desse blog. Em breve. :)

Em alguma sessão de cinema solo.

Em alguma sessão de cinema solo.

1ª viagem solo (RJ, junho de 2015). Aqui no topo da Rocinha, durante o Favela Tour.

1ª viagem solo (RJ, junho de 2015). Aqui no topo da Rocinha, durante o Favela Tour.

No Caminho de Santiago - 2ª e maior viagem solo até agora. \o/

No Caminho de Santiago – 2ª e maior viagem solo até agora. \o/

Em Portugal, set/out 2016 - 3ª viagem solo. Salve o bastão de selfie! ;D

Em Portugal, set/out 2016 – 3ª viagem solo. Salve o bastão de selfie! ;D

Road trip solo - nov 2016 Pirenópolis/GO

Road trip solo – nov 2016 Pirenópolis/GO

5ª Viagem solo à Amazônia Brasileira (jan. 2017)

5ª Viagem solo à Amazônia Brasileira (jan. 2017)

 

Quando o violão entrou de vez na minha vida

<3

<3

Não sei bem ao certo quando surgiu o desejo de aprender a tocar violão. Não sei se foi observando os garotos da escola que aqui, acolá, dedilhavam músicas do Legião Urbana nos intervalos de aula ou quando ouvia com meu pai os inúmeros cd’s de Música Popular Brasileira, onde o violão reina quase soberano em meio aos outros instrumentos musicais.

Lembro que esse desejo foi paulatinamente ocupando espaço na minha wish-list. Até que, quando da mudança para Brasília, ao caminhar pelo prédio que viria a chamar de casa, peguei um folheto de propaganda de uma escola de música, a qual está situada na área comercial desse mesmo edifício. Imediatamente, senti uma excitação especial. Sabia que, agora mais do que nunca, dependeria só de mim, ir lá e me desafiar. Foi o que fiz.

Na loja de instrumentos musicais escolhendo meu violão. :)

Na loja de instrumentos musicais escolhendo meu violão. :)

Em maio de 2015, comecei a ter aulas regulares de violão, as quais perduram até hoje. Pensei algumas vezes em dar uma pausa. No entanto, parece que o estímulo de aprender uma nova nota musical te impulsiona a não querer parar.

Não tenho nenhuma pretensão em aprender a tocar violão, além daquela que me traz realização pessoal. Tenho me divertido muitíssimo. Isso é o que importa. Mais um item da lista ticado com orgulho e satisfação. :)

Geração Sonora - minha escola de música

Geração Sonora – minha escola de música

Em público

Em público

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